Da janela

Meus olhos vêem o que quero.
Os pombos na praça,
Um chafariz antigo,
Amendoeiras, merendeiras,
Nuvens cheias de graça,
Um abraço amigo.
Mas me marcam as tristezas.
O pedinte faminto,
A mamãe sem esperança,
Choradeira, britadeira,
A pobreza que não sinto,
O desempregado sempre em andança...
Vejo da beleza o máximo e a tristeza nas ruas tortas.
por Isa L.
