Sem inspiração

Como o velho malandro de Chico
Chacoalho, não no trem, na cama
De um lado para outro
Para me aquietar na solidão
Da noite que me engana.
E debaixo dos caracóis de Caetano
Escondem-se segredos que busco
A Alegria, Alegria de hoje e sempre
Que meu peito se nega a enxergar
Embaixo de tanto musgo.
Domingo no Parque queria ver Gil
Com sua musicalidade aflorada
Aprender com sua experiência
Criar como quem respira
Uma toada iluminada.
E no Oceano de emoções de Djavan
Perder-me toda em devaneios
E se... alguém me disser sim
Nunca hesitar ou dizer não
Chega de tolices e receios!
Finalmente, na voz firme de Elis
Saudosismo e inspiração
Fundem-se, deslizando pelo papel
E equilibro-me na corda bamba da vida
Bêbada de intensa emoção...
por Isa L.
